Os Alcorrazes na Brasa!

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Os Alcorrazes na Brasa!

Mensagem  Mingas em Dom Jul 06, 2008 3:07 am

Amigos, depois de ouvir o CD, só posso dizer que me sinto orgulhoso por ser Setubalense e vosso amigo!
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Re: Os Alcorrazes na Brasa!

Mensagem  Eduardo Pereira em Dom Jul 06, 2008 8:01 pm

Já o disse no forum do Vitória, mas repito-o aqui.

Do pouco tempo que te conheço, reconheço-te uma forma de estar muito especifica. Sem olhar a quem, cortas a direito, sempre critico e na maior parte das vezes mordaz, o que não quer dizer destrutivo, orientando as análises num sentido positivo, do que se poderia fazer melhor.

Daí que, entendo as tuas palavras no forumvfc de uma forma elevada. És nosso amigo mas és sobretudo um atento observador do que se passa nesta cidade e nesta região. O que dizes encoraja-nos para prosseguir neste caminho, pois embora de uma forma relativa, queremos contribuir para que, pelo menos a auto estima dos setubalenses, não fique no fundo como tem estado nestes últimos tempos.

Eu, que embora muito novo, assisti vivendo de perto a melhor fase da história da cidade (e do clube), tenho sempre a esperança de que esses estados de alma, se não na plenitude, pelo menos consigam não serem perdidos definitivamente.

Como tiveste a oportunidade de assistir, somos um grupo de amigos, todos com a sua personalidade própria, e em que a discussão dos temas é dura e sempre positiva (entenda-se, o melhor para o colectivo).

Não sabemos do futuro, mas o presente é risonho ...
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Re: Os Alcorrazes na Brasa!

Mensagem  Mingas em Dom Jul 13, 2008 6:54 pm

Que me conhece, sabe que eu não sou de falsidades nem de andar a apregoar em vão.

Sou amigo do Nuno e do Rui (ainda ele era lampião... Twisted Evil ) há mais de 10 anos, nas nossas aventuras académicas. Por isso, desde o início que o selo de qualidade era garantido.

E depois de ver que os restantes elementos de "Os Alcorrazes" eram quem são, com mais certezas fiquei.

Até por isso, a actuação de ontem no "Zé do Nabo" não me surpreendeu, foi apenas uma confirmação.
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Mingas

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A desmistificação do mito do outro que era galito!

Mensagem  Homem do Fole em Qui Jul 17, 2008 6:35 am

Então vamos lá esclarecer a coisa de uma vez por todas.

Corria o Ano da Graça de 1979 quando veio ao mundo um gaiato como outro qualquer (só que mais bonito que a média!), filho de um homem sério, honrado, nascido nas brenhas da Beira Baixa, onde abundam os costumes fortemente enraizados e a transmissão de hábitos e formas de estar na vida. Como é do conhecimento geral, esta região não tem nem nunca teve qualquer clube de referência nacional (exceptuando o Sporting da Covilhã que enquanto os têxteis até rendiam se ia mantendo no sobe e desce de divisão durante alguns anos....longínquos....tão longínquos que eu já nem sou desse tempo).

Assim sendo e à semelhança de outras regiões por este país fora, para além da simpatia que todos os residentes têm pelo clube da terra (seja o Clube Desportivo de Aldeia de Santa Margarida ou o Idanhense Futebol Clube), há sempre o tal grande que costuma (ou melhor costumava!) ganhar uns campeonatos e até dava motivo para festejar com umas valentes cardinas colectivas de cair pró lado. As preferências caiam nos 2 estarolas da segunda circular (de Lisboa!), que é já ali ao lado. Agora já se nota que as camadas jovens já dizem ser do FCP (vá-se lá saber pq!!!...), que também é já ali ao lado. Acreditem ou não muita desta malta nunca pôs um pé em Lisboa ou no Porto e muito menos nos estádios dos “seus” clubes.

O meu pai era e é do Benfica, a minha mãe por arrasto também, todo o meu grupo de amigos na minha terra de criação (salvo algumas excepções) era do Benfica. Eu, que nunca fui muito de ovelhar atrás dos rebanhos, levei uma ensaboadela tal de Benfica desde miúdo que, claro está não conhecia outra cor.

Mas… ainda em miúdo, eu notava que havia por parte do meu pai uma simpatia por alguns clubes que outrora tinham alcançado grandes feitos, nomeadamente Académica e Vitória Futebol Clube. Digamos que a cor de lampião não cegava nem nunca cegou a justiça desportiva do meu pai. Isso também fez questão de me transmitir.

Passados alguns vinte e tal anos, o tal gaiato que já tinha ido da Beira Baixa para o Alentejo e do Alentejo para o Alto Minho, quis o destino (em boa hora!) que viesse parar a Setúbal. Aliciado pela cara metade (Vitoriana) e restante família, começa a ir aos jogos do Vitória no Bonfim, sempre que possível a entrar para o lado da bancada descoberta, junto aos “sóces”, graças a um cartão de uma tia da esposa que pagava as cotas mas raramente ia à bola.

Primeiro estranhou…................depois entranhou.
Aquilo que inicialmente era uma simpatia superficial debaixo de uma simpatia benfiquista gravada a ferros (nunca tendo sido sócio), inverteu-se. No entanto, o sentimento benfiquista pura e simplesmente esfumou-se. Foi ofuscado por uma força que se vive nesta cidade do Sado, que se respira a cada esquina, que se sente e que se ama a toda a hora.

Reforço aqui por escrito aquilo que verbalmente já frisei inúmeras vezes: Nunca é tarde demais para seguir o caminho das pedras! (leia-se, seguir o caminho correcto).

Como passei a viver o Vitória cada vez mais de perto, fiz-me sócio. Tive num par de anos emoções mais fortes como Vitoriano do que em mais de vinte anos como benfiquista. Penso que ,só por si, é razão mais que suficiente para estar convicto da minha decisão e da minha paixão clubística.

Tenho um filho com 24 dias, nascido em Setúbal, que é sócio desde o dia 23 de Junho de 2008 (data de nascimento). Ainda não estava registado no registo civil e já a proposta de sócio tinha sido entregue! Claro que tive de voltar à Gestão de Sócios no dia seguinte para entregar uma foto e o documento do registo… mas a data tinha de ser aquela! Assim, sempre que for o seu aniversário, comemorará mais um ano de “sóce”.

E, meus amigos, tenho plena certeza que assim que o Dinis falar, o “Vitória” fará parte do seu vocabulário ao lado dos típicos “mana”, “papá”, “vó”. Este “Alcorraz pequenino” que neste preciso momento estou a tentar adormecer com o pé direito na roda para embalar o carrinho enquanto escrevo isto às 4h da matina, saberá um dia que ainda não tinha nascido e já tinha participado na gravação do primeiro cd dos Alcorrazes (beat do coração retirado da ecocardiografia das 12 semanas, para os mais desatentos oiçam a parte final de “Uma lição de geografia – remix”, faixa 15). Se será caso único em Portugal, no mundo ou arredores não sei, o que eu sei é que tanto eu como a Dora faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que este “pequeno” possa vir a ser um “grande” vitoriano.

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Re: Os Alcorrazes na Brasa!

Mensagem  Eduardo Pereira em Qui Jul 17, 2008 10:33 am

Grande Rui !!!...
Grande Setubalense .. e

Grande Vitoriano !!!
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Re: Os Alcorrazes na Brasa!

Mensagem  Mingas em Sex Jul 18, 2008 2:50 am

Homem do Fole escreveu:Então vamos lá esclarecer a coisa de uma vez por todas.

Corria o Ano da Graça de 1979 quando veio ao mundo um gaiato como outro qualquer (só que mais bonito que a média!), filho de um homem sério, honrado, nascido nas brenhas da Beira Baixa, onde abundam os costumes fortemente enraizados e a transmissão de hábitos e formas de estar na vida. Como é do conhecimento geral, esta região não tem nem nunca teve qualquer clube de referência nacional (exceptuando o Sporting da Covilhã que enquanto os têxteis até rendiam se ia mantendo no sobe e desce de divisão durante alguns anos....longínquos....tão longínquos que eu já nem sou desse tempo).

Assim sendo e à semelhança de outras regiões por este país fora, para além da simpatia que todos os residentes têm pelo clube da terra (seja o Clube Desportivo de Aldeia de Santa Margarida ou o Idanhense Futebol Clube), há sempre o tal grande que costuma (ou melhor costumava!) ganhar uns campeonatos e até dava motivo para festejar com umas valentes cardinas colectivas de cair pró lado. As preferências caiam nos 2 estarolas da segunda circular (de Lisboa!), que é já ali ao lado. Agora já se nota que as camadas jovens já dizem ser do FCP (vá-se lá saber pq!!!...), que também é já ali ao lado. Acreditem ou não muita desta malta nunca pôs um pé em Lisboa ou no Porto e muito menos nos estádios dos “seus” clubes.

O meu pai era e é do Benfica, a minha mãe por arrasto também, todo o meu grupo de amigos na minha terra de criação (salvo algumas excepções) era do Benfica. Eu, que nunca fui muito de ovelhar atrás dos rebanhos, levei uma ensaboadela tal de Benfica desde miúdo que, claro está não conhecia outra cor.

Mas… ainda em miúdo, eu notava que havia por parte do meu pai uma simpatia por alguns clubes que outrora tinham alcançado grandes feitos, nomeadamente Académica e Vitória Futebol Clube. Digamos que a cor de lampião não cegava nem nunca cegou a justiça desportiva do meu pai. Isso também fez questão de me transmitir.

Passados alguns vinte e tal anos, o tal gaiato que já tinha ido da Beira Baixa para o Alentejo e do Alentejo para o Alto Minho, quis o destino (em boa hora!) que viesse parar a Setúbal. Aliciado pela cara metade (Vitoriana) e restante família, começa a ir aos jogos do Vitória no Bonfim, sempre que possível a entrar para o lado da bancada descoberta, junto aos “sóces”, graças a um cartão de uma tia da esposa que pagava as cotas mas raramente ia à bola.

Primeiro estranhou…................depois entranhou.
Aquilo que inicialmente era uma simpatia superficial debaixo de uma simpatia benfiquista gravada a ferros (nunca tendo sido sócio), inverteu-se. No entanto, o sentimento benfiquista pura e simplesmente esfumou-se. Foi ofuscado por uma força que se vive nesta cidade do Sado, que se respira a cada esquina, que se sente e que se ama a toda a hora.

Reforço aqui por escrito aquilo que verbalmente já frisei inúmeras vezes: Nunca é tarde demais para seguir o caminho das pedras! (leia-se, seguir o caminho correcto).

Como passei a viver o Vitória cada vez mais de perto, fiz-me sócio. Tive num par de anos emoções mais fortes como Vitoriano do que em mais de vinte anos como benfiquista. Penso que ,só por si, é razão mais que suficiente para estar convicto da minha decisão e da minha paixão clubística.

Tenho um filho com 24 dias, nascido em Setúbal, que é sócio desde o dia 23 de Junho de 2008 (data de nascimento). Ainda não estava registado no registo civil e já a proposta de sócio tinha sido entregue! Claro que tive de voltar à Gestão de Sócios no dia seguinte para entregar uma foto e o documento do registo… mas a data tinha de ser aquela! Assim, sempre que for o seu aniversário, comemorará mais um ano de “sóce”.

E, meus amigos, tenho plena certeza que assim que o Dinis falar, o “Vitória” fará parte do seu vocabulário ao lado dos típicos “mana”, “papá”, “vó”. Este “Alcorraz pequenino” que neste preciso momento estou a tentar adormecer com o pé direito na roda para embalar o carrinho enquanto escrevo isto às 4h da matina, saberá um dia que ainda não tinha nascido e já tinha participado na gravação do primeiro cd dos Alcorrazes (beat do coração retirado da ecocardiografia das 12 semanas, para os mais desatentos oiçam a parte final de “Uma lição de geografia – remix”, faixa 15). Se será caso único em Portugal, no mundo ou arredores não sei, o que eu sei é que tanto eu como a Dora faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que este “pequeno” possa vir a ser um “grande” vitoriano.

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Falta referires as ensaboadelas que levaste em Évora, de mim e de mais alguns que descobriram (ou nasceram já) acerca da luz iluminadora das nossas vidas que é o Vitória...
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Ah pá, descalça-me aqui esta bota!!!

Mensagem  Homem do Fole em Sex Jul 18, 2008 3:12 am

Mea Culpa!

Na verdade esqueci-me de referir esse pormenor que parecendo que não também teve a sua importância na minha "salvação". mais do que algumas ensaboadelas, o que mais me surpreendia era o facto de na residência onde nós moravamos, contavam-se os vitorianos pelos dedos de uma mão (Mingas, Nuno, a Dora e pouco mais....sim porque o resto que era de Setúbal era lagarto ou lampião...). Em dias de jogo do Vitória lá estavam eles que nem par de jarras em frente à televisão no meio de uma chusma de dezenas com a cor do adversário. E não se reprimiam de expressar fosse o que fosse! ADMIRAÇÃO! foi esse o sentimento que desde então tive perante o "Culto ao Vitória". Apesar de só alguns anos mais tarde ter visto verdadeiramente "a luz", posso dizer que a faísca terá começado por essa altura, por isso também posso dizer que também tu tens uma cota parte nisto. O meu Bem Haja!
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